A tomografia computadorizada na odontologia

A tecnologia tem permitido às Ciências Biomédicas o desenvolvimento de novas formas de diagnóstico e tratamento. A avaliação dos ossos da face foi, durante muito tempo, efetuado através de radiografias, que fornecem apenas dados bidimensionais (2D) e ainda podem não representar as verdadeiras dimensões, devido sua magnificação e distorção da imagem. Com a introdução da tomografia computadorizada (TC), nos anos 70, e, posteriormente, com o processamento tridimensional (3D) das imagens, foi possível visualizar, no monitor, a perspectiva de profundidade. A TC desponta como um excelente método de diagnóstico por imagens, demonstrando relações anatômicas complexas, como é a face.

A TC é uma técnica radiográfica que consiste na aquisição volumétrica de imagens de tecidos duros e moles e, que possibilita a interpretação tridimensional da região de interesse por meio de conjuntos de cortes, eliminando a sobreposição destas imagens.

Esta modalidade diagnóstica tem muitas aplicações na Odontologia, podendo ser usada na identificação e localização de processos patológicos, trauma facial, avaliação dos seios paranasais, componentes ósseos da articulação têmporomandibular e avaliação pré-cirúrgica na instalação de implantes.

• IMPLANTES
É o exame de eleição, pois nele:
» Mensuramos com precisão, sem invadir estruturas anatômicas nobres adjacentes à área de interesse;
» Visualizamos a distância vestíbulo-lingual (largura) e ínfero-superior (altura) ao mesmo tempo, permitindo uma visualização de profundidade e altura para o planejamento do implante dentário em relação às estruturas vitais como canal mandibular, forame mentoniano da mandíbula, canal incisivo, seios maxilares e fossas nasais.
» Reconstruções em 3D podem ser obtidas para facilitar a visualização do ponto anatômico a ser localizado (Figura 1).

Figura 1: Reconstrução tridimensional, na visão oblíqua, com a presença de um implante dentário na região do 46. Imagem cedida pela Profa. Dra. Maria Inês Meurer – UFSC.

• TRAUMA FACIAL
A TC fornece grande detalhamento anatômico, evitando sobreposição de estruturas de interesse e de fragmentos ósseos; além de ser capaz de criar imagens de estruturas de tecido ósseo e mole, visualizando as lesões nestas duas partes.

A reconstrução em 3D ocupa um lugar de destaque no estudo das fraturas da face, oferecendo ao radiologista e ao cirurgião, um reconhecimento fácil da anatomia complexa das estruturas como o crânio.

• ATM
Apesar de a TC não ser indicada rotineiramente para esta finalidade, a imagem nítida e detalhada desta modalidade radiográfica, é superior às radiografias convencionais, no que diz respeito às estruturas ósseas.

• PATOLOGIA
A TC é o exame radiográfico mais indicado, mostrando com precisão:
» Expansão e destruição das corticais;
» Grau de invação e infiltração da lesão para os tecidos moles adjacentes;
» Componentes da lesão;
» Envolvimento com estruturas ósseas e tecidos moles.

A aplicação da computação gráfica 3D facilita a visualização interativa destas patologias (Figura 2), porém, é o exame histopatológico que definirá a natureza da lesão.

Figura 2: Aplicação do protocolo vascular e ósseo em lesões patológicas. Diagnóstico e tratamento. Imagens de Marcelo Cavalcanti e Axel Ruprecht.
http://www.fo.usp.br/labi3d/pesquisa1.htm

Os softwares (como o DentaScan da GE) que permitem a reconstrução tridimensional virtual, aumentaram a objetividade na interpretação de exames, substituindo a reconstrução mental subjetiva de vários cortes tomográficos bidimensionais.

O DentaScan é um software de tomografia computadorizada que permite:
» a visualização da mandíbula e da maxila em três planos (axial, panorâmico e parasagital [oblíquo ou ortorradial]) (Figura 3, 4 e 5);
» é amplamente usado no pré-operatório de implantes dentários;
» oferece uma ótima compreensão da morfologia e das mensurações deste implantes;
» proporciona melhorias na avaliação óssea da mandíbula e da maxila;
» útil em cirurgias de cabeça e pescoço;
» e auxilia no diagnóstico de outras lesões

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